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Óleo de Prímula
O óleo de prímula, uma pequena flor amarela (Oenothera biennis), tem sido utilizado por séculos devido às suas supostas propriedades medicinais.
O suplemento alimentar de óleo de prímula é rico em ácido gama linolênico (GLA), um ácido graxo essencial (que nosso corpo não produz). Essa ácido graxo é considerado gordura boa para a saúde, ao contrário das gorduras saturadas e trans que contribuem para males como doença cardíaca.
Aplicações do óleo de prímula
Através de seu princípio ativo, o ácido gama-linolênico, o óleo de prímula é empregado no tratamento de toda e qualquer condição para as quais as prostaglandinas (PGE1) seriam benéficas.
Entre essas estão a tensão pré-menstrual, doenças benignas no seio, regulação do nível de colesterol sanguíneo, agregação plaquetária, regulação da pressão sanguínea, obesidade, doença atópica, esclerose múltipla, artrite, reumatismo, alcoolismo, desordens mentais e hiperatividade infantil.
Um aporte regular do óleo de prímula oferece ao organismo elementos construtivos essenciais para o mecanismo de auto-regulação hormonal, e contribui para o seu bom funcionamento e bem estar, especialmente na velhice, ou no envelhecimento prematuro provocado por certas enfermidades.
Até para combater a anorexia o consumo do óleo de prímula vem sendo estimulado.
Alguns estudos envolvendo as propriedades anti-inflamatórias do óleo de prímula, com algumas pessoas sofrendo de artrite reumática resultaram em benefício significativo.
Outras indicações para o uso de óleo de prímula incluem casos de cirrose descompensada, neuropatias diabéticas, tensão pré-menstrual (TPM) e esquizofrenia (coadjuvante).
Se a própria aceitação das propriedades enumeradas do óleo de prímula é matéria de controvérsia, muitas dúvidas existem sobre quais são as dosagens individuais.
Há indicações de que, por via oral, devam ser ingeridas de 3 a 6g/dia, enquanto uma outra "receita" prescreve 2-4 cápsulas/dia, preferivelmente 1 hora antes das refeições.
Uso externo
Pode ser sob a forma de emulsão óleo / água, contendo 5% de óleo de prímula, para tratamento de eczemas, escleroses, hiperqueratoses e envelhecimento cutâneo.
O número de aplicações vai desde duas até várias vezes ao dia.
Em qualquer caso, seja uso via oral ou tópico, e mesmo tratando-se de medicamentos naturais, deve-se evitar, sempre, a auto-medicação.
Além disso, uma certa cautela nunca é demais.
Epilépticos não deveriam ingerir óleo de prímula.Cápsulas de ômega-6 devem ser administradas com precaução não só em pacientes com histórico de epilepsia como também naqueles tomando drogas epiletogênicas, tais como fenotiazidas.
Apesar de tudo o que foi dito, muitos estudos experimentais envolvendo os efeitos positivos do óleo de prímula não são conclusivos. E, assim, apesar do que se anuncia, o produto não constitui um milagre.
Milagres fazem uma alimentação saudável (contendo quantidades balanceadas de ácidos graxos essenciais).
Benefícios do óleo de prímula para a saúde
Atribui-se ao óleo de prímula diversos benefícios à saúde, com aplicações para: artrite reumatóide, dor no peito, eczema, diabetes, alívio dos sintomas da tensão pré menstrual, etc.
A maioria desses benefícios carece de comprovação científica. Um pequeno estudo indicou que suplementação com óleo de prímula reduziu a quantidade de LDL, o colesterol ruim.
Há também evidências que o óleo de prímula ajudaria no alívio dos sintomas da artrite reumatóide.
Obs:
O uso de óleo de prímula parece ser relativamente seguro, sendo que os efeitos colaterais relatados não são graves e incluem dor de cabeça, erupções e estômago embrulhado.