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Óleo de Prímula
Atualmente, o óleo de prímula é a mais importante fonte comercial de ácido gama-linolênico. Em cada grama do óleo encontram-se, além de quantidades menores de outros ácidos, de 65 a 80mg de ácido linoleico e de 8 a 14mg de GLA.
Portanto, o óleo é, ao mesmo tempo, fonte do ácido gama linolênico e de seu precursor, o ácido linoleico.
O óleo de prímula é extraído das sementes da planta conhecida como prímula ou "evening primrose, da família botânica das Onagraceae, pertencente a espécie Oenothera biennis.
A planta é nativa da América do Norte e foi introduzida na Europa no século XVIII, como planta ornamental. Encontra-se, hoje, mundialmente espalhada.
Os índios americanos usavam-na como alimento e da raiz, folhas, flores e caules preparavam infusões e extratos, tendo ação emoliente, sedativa (tosse), estimulante da circulação sanguínea, além de nutriente capilar.
O teor de óleo nas sementes é da ordem de 10-20%, embora encontre-se valores de até 24% de óleo.
Os principais produtores estão na Europa, Austrália, Nova Zelândia, Israel e Estados unidos.
O óleo é comercializado na forma de cápsulas moles e transparentes, com a seguinte composição típica: óleo de prímula - 500mg; envoltório (gelatina + glicerina) - 195mg; vitamina E - 10mg.
No Brasil, as cápsulas são encontradas ao preço unitário, médio, de um real. Nos Estados Unidos o preço do óleo, no varejo, pode ser de meio dólar/g!
Além do óleo de prímula, cápsulas vendidas no mercado provêm de uma das seguintes fontes de ácido gama-linolênico: óleo de sementes de "Borage" (Borago officinalis); óleo de sementes de cassis (Ribes nigrum) ou fontes fúngicas. Uma alternativa que começa a ser estudada é o óleo de canola,
extraído de sementes geneticamente modificadas.
Aplicações do óleo de prímula
Através de seu princípio ativo, o ácido gama-linolênico, o óleo de prímula é empregado no tratamento de toda e qualquer condição para as quais as prostaglandinas (PGE1) seriam benéficas.
Entre essas estão a tensão pré-menstrual, doenças benignas no seio, regulação do nível de colesterol sanguíneo, agregação plaquetária, regulação da pressão sanguínea, obesidade, doença atópica, esclerose múltipla, artrite, reumatismo, alcoolismo, desordens mentais e hiperatividade infantil.
Um aporte regular do óleo de prímula oferece ao organismo elementos construtivos essenciais para o mecanismo de auto-regulação hormonal, e contribui para o seu bom funcionamento e bem estar, especialmente na velhice, ou no envelhecimento prematuro provocado por certas enfermidades.
Até para combater a anorexia o consumo do óleo de prímula vem sendo estimulado.
Alguns estudos envolvendo as propriedades anti-inflamatórias do óleo de prímula, com algumas pessoas sofrendo de artrite reumática resultaram em benefício significativo.
Outras indicações para o uso de óleo de prímula incluem casos de cirrose descompensada, neuropatias diabéticas, tensão pré-menstrual (TPM) e esquizofrenia (coadjuvante).
Se a própria aceitação das propriedades enumeradas do óleo de prímula é matéria de controvérsia, muitas dúvidas existem sobre quais são as dosagens individuais.
Há indicações de que, por via oral, devam ser ingeridas de 3 a 6g/dia, enquanto uma outra "receita" prescreve 2-4 cápsulas/dia, preferivelmente 1 hora antes das refeições.
A deficiência de GLA é muito comum e ocorre principalmente devido a fatores como envelhecimento, intolerância a glicose, alto consumo de gordura na dieta, e outros problemas.
Pessoas com esta deficiência podem se beneficiar com a suplementação com óleo de prímula.
A quantidade exata ideal de óleo de prímula por dia ainda é desconhecida. Pesquisadores normalmente usam entre 3 a 6 gramas de óleo de prímula por dia, o que fornece aproximadamente 270-540 mg de GLA.